Sempre entorpecida...
Descobri que a vida é um projeto. Na verdade, uma seqüência de pequenos projetos.
Projeto: algo que tem começo, meio e fim. Já escrevi sobre o fim por aqui, mas até então não tinha imaginado que seria tão bom estabelecer prazo pra muita coisa nessa vida.
Coisas de sorte, como amor e morte, não ganham um ponto final da gente. O que resta, que é muito (mas parece pouco quando a gente não percebe que tem fim), é a gente que decide.
Decidi tornar as coisas mais curtas, pra conseguir fazer mais coisas. Decidi só começar se souber quando vou terminar. Descobri que um prazo de validade deixa a consciência acordada e faz o valor de cada coisa nos saltar aos olhos: a expectativa de começar, a dúvida e o trabalho de continuar, o alívio de terminar e a saudade de já ter feito, com a paz de só lembrar dos melhores momentos.
Que seja, mas que tenha fim. Percebi que as melhores emoções que guardo são de coisas que acabaram, e as melhores emoções que tenho são do que realmente não sei quando terá fim.
O que importa é não arrastar um peso morto.
Escrito por ela mesma às 19h44
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|