Enquanto isso, na Sala de Justiça
Mas gente... ela pensava que fosse ao contrário: quanto mais o tempo passa, mais a gente se acostuma e se rende à rotina (falando da rotina de novo, pequena?). Mas não. Deve ser uma doença, porque a rotina ultimamente tem provocado coceiras intermináveis e que aumentam em progressão geométrica. Pulga na cueca, adoçar café com pólvora... Afinal, "cada minuto é uma nova chance de mudar tudo", dizia o filme do céu de baunilha.
Toda vez que a gente se joga no meio da fogueira do imprevisível, bate aquela saudaaaade da rotininha confortável. Até que a gente reencontra essa bichinha. Mas quando isso acontece, uma vozinha aguda vem lá de dentro, como se dissesse "é bom, mas tá errado. Mexa-se. Dê um jeito de não saber o que vai acontecer amanhã".
Nesse momento, o amanhã vai ser uma surpresa (boa, ruim, foda-se). Por enquanto, ela só sabe do ontem. E o ontem lembra de uma menina que faz muita falta por aqui, mas que já matou a pau no jogo de palavrinhas de um teste que faz muito marmanjo tremer. Pequena Roedora, feliz estamos com este repentino sucesso "pucqueziano". O mundo ainda vai ouvir falar muito de você. Provavelmente isso vai acontecer porque você simplesmente foi, sem pensar muito no senão, procurar o que não sabia numa terra de "tchês", "tris" e "bahs", longe da proteção dos potes de biscoito e das sopinhas quentes de ervilha com bacon, que agora só aparecem na sua vida numa média de cinco vezes por ano. É ruim, mas não é bom?
Menina de doce de biscoito, será que é você que espera o que o mundo vai trazer, ou será que é o mundo que espera o que virá da Pequena Roedora?
Mistério... suspense... mas a gente já sabe a resposta. Mesmo quando a resposta não depende de rotina nenhuma. Um beijão.
Escrito por ela mesma às 09h41
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