Mais sério do que nunca
Sabe aquela história que contam? Aquela que diz que a gente nasce com uma boca e duas orelhas pra ouvir mais do que falar? Pois então, a gente devia nascer com quatro olhos...
...pra se enxergar...
...e pra enxergar os outros.
Entende? Porque já é difícil a gente olhar pra dentro e ficar cara a cara com quem a gente é de verdade. Assim... parece que ficamos pelados em frente a uma multidão de "eus". Mas não tem coisa pior que passar por isso, se esforçar em mudar... e mudar... e existirem pessoas ao teu redor que continuam vendo você naquele passado distante e obscuro. E não adianta: para essas pessoas, você sempre será aquele... idiota-irresponsável-criança do passado.
Família. É o vínculo com o que há de melhor da sua vida que passou, somando com o pior que você tenta deixar pra trás, mas que não larga do seu pé!!!! E não solta. E não deixa você se tornar o que já é.
Mas é isso aí, coisa que acontece com todo mundo: só vê que o filho cresce depois que sai de casa. Com dois olhos. Como sempre.
Escrito por ela mesma às 13h11
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