Hoje ela escreve muito...
...e em nome de muitos, em homenagem (estamos numa época de homenagens) àquele tipo de pessoa nada especial e que busca, desesperadamente ser especial.
Aquele tipão que faz pose de inteligente, usa sapato caro, mas não sabe combinar a meia direito.
Que entra num lugar pelo sobrenome, fatura um cargo bonito - cujo prazer em esfregá-lo na cara dos colegas, nesse caso visto como inferiores, é indescritível -, incha o peito pra querer respeito, mas não é capaz de olhar nos olhos enquanto faz o tão espoeirado e vazio discurso.
Discurso? Na hora de fazer discurso de verdade, com gente que este tipo de pessoa considera ser de verdade, não sabe o que dizer, não sabe caminhar, não dá sentido às palavras - elas são simplesmentes misturadas e postas pra fora com uma voz tão trêmula quanto o resto do esqueleto.
Aquele tipo de pessoa que mora sozinha (oooh, quanta independência), mas procura a barra da saia da mãe em todo lugar – no chefe ou num colega que também tente falar bonito e parecer importante. Porque amigos... eita. É uma solidão justificada pelo fato de que todo mundo tem medo de picada de cobra.
Mentir sobre pessoas honestas, ter medo de quem fala a verdade (e que trabalha de verdade!), colocar o próprio nome no trabalho do outro pra encobrir a falta de talento – porque gente que não sabe fazer nada, exceto dizer que faz tudo e dizer que ninguém faz nada, só se salva pela piedade dos outros.
Incrível, mas depois de tudo isso, esse tipo de gente ainda é capaz de acreditar que tem poder. Mas ela vai dizer uma coisa: ficar lendo jornal depois do expediente pra parecer hora-extra e puxar o saco de quem usa o terno mais bonito (porque quem usa tênis não tem comprometimento) tá mais pra golpe do baú - a esposa burra sustentada pelo marido rico.
Esse tipo de pessoa só tem uma opinião formada: dinheiro. Venda a mãe por dinheiro.
Enfim, quando as nádegas crescem mais que o cérebro e a própria capacidade, eis que surge essa raça tão abominável que as pessoas nem sequer conseguem odiar: sentem pena.
É... o travesseiro dela é bem mais macio.
Escrito por ela mesma às 14h44
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