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A hora de sentir ódio
Sim, sim. Você tem que sentir. Ele existe. Se você não colocá-lo da sua vida, ele vai dar um jeito de entrar. E explodindo pra valer. Vai dar um oi que você nunca mais vai esquecer. Então esqueça esse papinho de psicólogo barato de que "meu bem, faz mal sentir ódio".
A hora de sentir ódio. Sim, você tem que sentir. Só usando pra aprender a lidar com ele. Use sim. Mas de preferência quando estiver sozinho. Ela sente ódio quando acorda. Ninguém para brigar e um cheiro de incenso que acalma. Ela já soltou o ódio do dia de manhã. O resto do tempo é pra outras coisas. Se vier vontade de ter ódio durante o dia, é só esperar a manhã do dia seguinte. Ele vai sair, então reserve uma hora especial, senão ele vai passar uma rasteira em você. Não engula.
Escrito por ela mesma às 15h47
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Um sabonete de pitanga e um pote de cereja

Era só o que ela precisava curtir ontem. Mera semelhança?
Degustações noturnas. Pequenos prazeres em bolas macias e suculentas. Inspirações noturnas. Pequenas flores com cheiro de fruta.
Silêncio. Vazio. E estes pequenos prazeres. Quer coisa melhor pra curar um dia não entendido? Durma muito. Esqueça de quando você se deitou.
Ops. Hoje não era sábado? Lindo dia.
Escrito por ela mesma às 11h14
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Tsc, tsc...
... se ela soubesse antes que esse tamanho é uma grande couraça, o que seria desse mundo?
Esta pequena criatura que vos fala tem uma coisa que nem Elvis, nem Einstein, nem Unamuno e muito menos Maquiavel tinham: ela é mulher e, ainda por cima, pequena. Leis da natureza: você machucaria um filhote? Pois então. À primeira vista, quem não a conhece (eita redundância) pensa: "oh, pequeno ser frágil e delicado. Deixe-me cuidar de você". E eis que se, posteriormente, esse quem que a conhece, subitamente muda de idéia: "oh, pequeno ser, cuide de mim. Ou ao menos não me machuque". É uma contradição dos infernos - ela é pequena, mas não é um filhote. Só que a primeira impressão é a que fica, e todos teimam em acreditar no que os próprios olhos lhe dizem: "ela é pequena, can´t you see?". E então eis que o quem procura cuidar dela como se ela realmente fosse um ser frágil. Pois bem... ultimamente ela tem gostado de ser tratada como um ser frágil; tantas portas se abrem, tantas armadilhas são desarmadas. A lei do mais forte ficou para trás. A onda do momento é a lei do mais pequeno. Não, não. A lei da mais pequena.
Cuidem dela. Mas não confundam cuidar dela com cuidar da vida dela.
"Muitas vezes, fazer nada pode ser a solução" (de quem seria mesmo esta frase?).
Escrito por ela mesma às 11h49
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Mas que diabo
Tchê! Respondam pra ela: pra que pensar curto? Você vai morrer amanhã e deixar o resto da sua vida parado por causa do medinho de ter morrido ontem? Quer muito? Corra o risco - principalmente o de morrer amanhã. Você ganha dois prêmios: o de não morrer amanhã e o de continuar vivo com tudo o que você construiu ontem. Mas não: o negócio é pensar cuuuuuuuuuurto!!! É tudo já, é tudo agora.
Puta merda, então. Agora é uma palavra que combina com cuidar de um amor, abraçar um amigo, olhar pro sol, lavar o rosto, dar risada, comer brigadeiro, parar tudo pra lembrar do maior tombo da sua vida - com a vantagem de a dor ter ficado no passado e que, apesar dele, você está aí de pé. Depois é uma palavra que combina com dinheiro, projetos, planos, família, casas, lares, bicicletas de última geração.
O depois é pra tudo o que é grande (você tem que picar bem pequeninho e digerir uma partícula por dia, pra ter o prato pronto muito tempo depois). O agora é pra tudo o que é importante (você simplesmente faz e guarda isso pro resto da sua vida como impulso pra levar o depois adiante).
Mas então tá: pense curto e tenha o grande; pena que você não vai conseguir entender para o que ele serve. Você ainda não aprendeu o que é importante.
Escrito por ela mesma às 09h13
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